quinta-feira, 10 de julho de 2008

Semana da Arte Poética

Para aqueles que apreciam Poesia e Criatividade, recomendo que se dirijam até o Hall de entrada do prédio G da Unisul – Campus Pedra branca, localizado no bairro Cidade Universitária, Palhoça.
Os alunos da 5ª fase do curso de Letras – Português/Inglês estão expondo diferentes formas de apresentar poesia. A princípio foi um trabalho solicitado pela professora Dr. Eliane Debus, que com certeza deu certo. Vale a pena conferir e viajar um pouquinho nesse mundo maravilhoso dos vários poetas mencionados nessa exposição.















Karla Desengrini






























quarta-feira, 9 de julho de 2008

O nível das redações.

O nível das redações feitas em sala de aula, nas escolas brasileiras, beira o nível do ridículo em todo o território nacional. Os alunos não possuem o menor domínio da língua padrão, e a profundidade dos textos é irrisória. Os textos fogem completamente ao tema proposto, apresentam falhas graves de estrutura, possuem insuficiência e inadequação vocabular e erros gramaticais, interferências da oralidade, são compostos de frases soltas, apresentam ausência ou uso indevido de conjunções, emprego incorreto de pronomes, falhas infindáveis de encadeamento, repetição excessiva de itens, frases incompletas ou emendadas, falta de paralelismo, péssima transição entre parágrafos, idéias contraditórias ou ambíguas, quebra constante de relação entre pensamentos, incoerência interna, pouca adequação à realidade e falhas grotescas de progressão. As mesmas falhas encontradas em textos de alunos do segundo grau são também vistas nas produções textuais das fases iniciais dos cursos universitários, e com a exceção dos cursos que trabalham a produção textual ao longo de todos os semestres, o nível das redações permanece o mesmo até o fim, ou seja: o resultado disso é um profissional formado que não sabe escrever de forma minimamente adequada. Alunos de cursos da área da saúde possuem áspera ojeriza à prática de produção textual, pois consideram absolutamente desnecessário o ensino de língua portuguesa em seu curso e declaram que não existe nenhuma relação entre as disciplinas relevantes para cursos como medicina, farmácia, odontologia e nutrição com a prática de produção de textos em língua portuguesa. Os alunos de tais cursos consideram o inglês até mais importante que o português para suas áreas de atuação, uma vez que a literatura técnica de química e biologia comumente usada pelos currículos é toda em inglês. E você, colega de letras, concorda com a opinião dos alunos da área da saúde a respeito do ensino de produção de textos em seus cursos? E o que fazer para melhorar o nível das redações nas escolas de primeiro e segundo grau? Como nós, como futuros profissionais de letras, podemos contribuir para a melhora desse quadro? Deixe seu comentário; vamos trabalhar juntos!
Alice Nunes.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Filhos brilhantes, alunos fascinantes



Por Karina Cristine Petri


Este livro escrito por Augusto Cury é realmente fascinante como a maioria dos seus outros livros É daquele tipo de livros que prende a atenção e faz com que você não pare de ler até chegar ao final. Com certeza, este livro é leitura obrigatória para pais e professores.
O livro é escrito em forma de ficção, de modo a despertar o interesse e a imaginação dos jovens leitores. Isto mostra que o autor não só discursa sobre os estímulos à inteligência, mas também põe em prática suas teorias. Isto pode parecer óbvio, mas infelizmente não é: inúmeros professores que se dizem construtivistas, por exemplo, simplesmente não têm autoridade, não gostam de corrigir as tarefas dos alunos e conservam a postura repressora.

Na introdução, Cury apresenta quatro preceitos básicos para explorar o potencial intelectual que todos temos:

1. Debater e expressar pensamentos e sentimentos

2. Compreender as limitações e ser humilde

3. Buscar novos caminhos sem medo

4. Duvidar e criticar tudo o que chega até nós.

O livro ainda mostra soluções simples para que pais e professores ensinem aos jovens que a vida é mais do que ter muitos compromissos, fazer tudo com pressa e consumir – tudo em forma de ficção, diferentemente da obra anterior. Está certo que, em muitas situações, resolver traumas e mágoas antigas não é tão fácil quanto parece na ficção, mas os jovens que a lêem fortalecem sua esperança e passam a crer que nada é impossível.

O conto mostra, além do professor Romanov, outros professores da escola conhecida como “Escola dos Pesadelos”, que, aos poucos vão modificando a si mesmos, tornando-se assim capazes de introduzir mudanças nas vidas de seus alunos. Realmente não parece ser difícil ensinar os jovens a pensar; provavelmente porque suas memórias ainda são mais facilmente moldáveis quanto as dos adultos, embora não tanto quanto as das crianças pequenas, prontas para serem moldadas, segundo a teoria construtivista.

Para finalizar, o livro nos traz a reflexão que o papel dos professores deve ser merecidamente reconhecido, por sermos nós quem temos o dom de fazer com que se abram as janelas da mente.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

AVALIAÇÃO – Uma Prática Crítica, ou Criticada?

Marco Aurélio Pereira

Após uma consulta a outros professores, colegas de trabalho na EJA, decidi postar sobre um tema que tem sido polêmico e que ao mesmo tempo, tem povoado suas inquietações e as de muitos outros educadores: a temática da Avaliação. Foi opinião unânime, que todas as contradições existentes na educação se exibem em uma vitrine: a avaliação. E esta mostra as deficiências ou sucesso das diversas formas com que tem sido programada e aplicada. Mas, como avaliar de forma a criar um ambiente propicio ao aprendizado.. como avaliar sem excluir?

É importante lembrar que a escola não está isolada da sociedade em que está inserida. Como a sociedade se encontra em um momento de muita tensão e disparidades, também a escola não funciona harmonicamente. Os textos de formação de ontem não resolvem os problemas da sociedade de hoje. Portanto, o professor deve estar preparado para atuar nesse meio e para tomar decisões pessoais arriscadas. Tem que tomar posição como única garantia de um agir consciente e comprometido, que leva à busca de respostas para os objetivos da educação e das exigências pragmáticas visando à compreensão atual dos processos da aprendizagem e da cognição... que mudou muito. A didática crítica nos diz que a avaliação é processo de indagação e reflexão e ponto de partida para a ação e não ponto final de comprovações sobre dados passados. Necessitamos dela pra compreender e para fortalecer os processos que desejamos gerar.

A avaliação, do modo como tem sido aplicada nos dias de hoje, desempenha funções que a distanciam dos propósitos de formação e os usos que se fazem dela geralmente se prestam mais a excluir e selecionar do que à formação e à integração. As formas pelas quais se exerce o controle sobre o que se aprendeu inibem, distorcem e desvirtuam a aprendizagem. Criam situações irreais, em que a ansiedade, a tensão, a desconfiança e o medo substituem a motivação para assegurar a aprendizagem. O paradoxo está à vista: a avaliação formativa está tão presente nos discursos quanto ausente nas práticas.

Portanto é preciso entender que nos contextos educativos e não apenas nos instrutivos, o exame é um meio um artifício, nunca um fim. É válido na medida em que informa e não obstrui, observa e não castiga, ajuda e não cria obstáculos, estimula e não restringe, libera e não submete. O exame será importante se o conteúdo das perguntas for importante. Será didaticamente formativo se os usos que se façam dele estiverem a serviço dos que aprendem.

Para atuar de forma crítica e criativa, para tratar o aluno como pessoa que pode pensar criticamente e autonomamente, é preciso ser uma pessoa que pensa, que viveu a experiência do pensamento crítico e autônomo e que agora revela uma atitude criticamente construtiva com relação ao aluno.

Os fins que a educação persegue são um referencial permanente que deve orientar a prática. Não podem atuar do mesmo modo os que entendem a educação como inclusão ou como exclusão, como integração ou como segregação, como submissão ou como emancipação. Sem o referencial teleológico (em tempo: um argumento Teleológico é o tipo de argumento que se baseia em uma finalidade, uma causa final, um fim: analisa-se aqui se os objetivos estão sendo cumpridos ou desviados); qualquer ação empreendida pode distorcer o desempenho docente.

Avaliar para aprender, eis a questão. A avaliação educativa tem sentido e é plenamente justificada quando está a serviço de quem aprende e assegura sempre e em todos os casos a correta aprendizagem mediante as devidas correções e as indicações pertinentes.

Como educadores, devemos fazer algumas importantes indagações como reflexão: Se a escola que queremos pode ser melhor que a sociedade que temos. Se a educação que queremos para nossos alunos é a mesma que queremos para nossos filhos. E se a sociedade que desejamos é a que necessita dos cidadãos que estamos formando hoje. O compromisso que decorrer daí marcará o rumo futuro das ações docentes. E nós, graduandos de Letras e futuros professores, devemos desde já, olhar para esta questão de forma critica com o intuito de oferecer a nossos alunos, o melhor.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

Visitas ilustres contemplam a 5ª fase de Letras

Por Maria Angélica

A 5ª fase do curso de Letras foi agraciada recentemente com a ilustre visita de escritores catarinenses em sala de aula e anfiteatro trazidos pela professora Eliane Debus.
O motivo da visita foi a dar a turma da 5ª fase, uma oportunidade de ter contato com escritores contemporâneos, e toda a conversa foi conduzida de maneira informal onde os acadêmicos tiveram a liberdade de perguntar sobre a trajetória dos poetas no mundo das Letras.
A turma contou com a presença de Alcides Buss, Alckimar Luiz dos Santos e Luiz Carlos Amorim que através da descontração do momento colocaram para os estudantes como é ser poeta no Brasil e algumas das dificuldades que tiveram para seu reconhecimento.
A visita deu-se em sábados matutinos diferentes, onde cada escritor dentro de seu estilo próprio de escrever explanou para a turma que nada do que conseguiram conquistar na literatura foi por caminhos fáceis. Fazendo-nos pensar que grandes conquistas são conseguidas com grandes esforços e persistência. É lógico que diante de tudo isso não podia deixar de existir tietagens e manhãs de autógrafos.
Foi muito rico e proveitoso. Sinceros agradecimentos a Professora Eliane Debus.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

PRIMEIRA GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS



Fabiana O. Santos


Com os avanços tecnológicos surgem, também, projetos de grande relevância como a disponibilização via internet do primeiro dicionário brasileiro denominado O vocábulo portuguez e latino (1712 – 1728). Esse documento é de autoria do Padre Raphael Bluteau (1638 – 1734), nascido em Londres, passando a residir em Portugal no ano de 1668.
Foram necessários, aproximadamente, dez anos para que a obra chegasse ao seu término.
A produção compreende um total de dez volumes, sendo as realizações desses nos seguintes anos: volumes 1 e 2 (1712), 3 e 4 (1713), 5 (1716), 6 e 7 (1720), 8 (1721) e mais dois volumes suplementares publicados entre 1727 e 1728. Estes últimos contendo mais de cinco mil novos vocábulos não existentes nas edições anteriores.
A visualização das páginas do dicionário pode ser feita no site da USP (Universidade de São Paulo), ou mais especificamente na biblioteca digital Brasiliana da
USP.
O projeto é da reitoria da universidade de São Paulo em parceria com o IEB (Instituto de Estudos Brasileiros) e da biblioteca dos bibliófilos Guita e José Mindlin, os quais fizeram recente (2006) doação de cerca de 17 mil títulos para a biblioteca Brasiliana da USP.
Coordenado pela historiadora Márcia Moisés Ribeiro, tal primor foi digitalizado na íntegra e pode ser acessado pelo público gratuitamente. O trabalho de digitalização levou cerca de um ano e meio para ser concluído.
A intenção é nobre. A permissão de contato interativo com o primeiro dicionário brasileiro é, no mínimo, o encurtamento da distância entre população e patrimônio cultural. O casamento das ciências humanas com as novas tecnologias, quando bem utilizadas, muitos benefícios podem trazer à sociedade.
Após a inserção no site, pode-se encontrar vocabulários, ou pelo sistema de busca, onde devemos digitar a palavra desejada, ou clicando em uma das vinte e seis letras enquadradas na obra. Verificar-se-á, num total de quarenta e três mil verbetes, termos usados no século XIII, dos quais muitos foram modificados ao longo dos tempos. Tem-se, por exemplo, os seguintes vocábulos com suas respectivas comutações: ebreo/hebreu – casacam/casacão – iaboticaba/jaboticaba – iacare/jacaré – pâ/pá – quaderno/caderno – vângloria/vanglória etc.
Deixo registrada minha admiração e gratidão pela benevolente atitude que, além de aproximar-nos mais das raízes de nossa história, causa-me satisfação enorme enquanto profissional da educação.

PROFESSOR: UMA RELAÇÃO DE AMOR E PACIÊNCIA

PROFESSOR: UMA RELAÇÃO DE AMOR E PACIÊNCIA
Por Lucia margarida Stein Schwinden



Quem não associa a profissão do professor com amor e paciência? Eu acredito que para ser professor tem que em primeiro lugar amar a profissão, pois são tantos contras, que se poderia pensar na extinção dela, porque nenhuma profissão sobreviveria a tantos fatos negativos. Seria possível um país sem educador?
Veremos alguns fatos que fariam com que qualquer professor desistisse de sua profissão: Para professores em início de carreira, como é sabido os salários são baixos, as condições que professores recebem para trabalhar são péssimas, salvo em pouquíssimas escolas, o deslocamento da escola em que o professor trabalha é desfavorável, também salvo alguns casos. Sabe-se também que dificilmente encontra-se um professor atuante em fim de carreira, pois este está afastado da sala de aula por problemas de saúde, a falta de respeito dos alunos para com os professores está cada dia mais em evidência, a carga horária em busca de melhores salários sobrecarrega o professor, sem comentar que não se tem garantia de emprego, décimo terceiro salário, férias remuneradas, etc. Salvo em escolas particulares. Existem muitas outras reclamações não enumeradas.
Mas, a realidade que se vê é outra, com todas essas contradições, cada vez mais os cursos de pedagogia lotam suas turmas, seja ensino público ou privado, presencial ou à distância. Os cursos estão sobrevivendo, e as pessoas optam por essa profissão, mesmo sabendo de todas as desvantagens que lhes são oferecidas. Reclamações a respeito desse assunto, outrora houve, hoje há e no futuro haverá. Mesmo assim essa profissão não se extinguirá, pois professores sempre existirão.
Então, não existe explicação para esse amor incondicional. Quem escolhe essa profissão, sabe de tudo isso. Somente, resta ter uma boa pitada de paciência e uma grande dose de amor. Paixão, esta, nem se comenta, somente os professores podem explicar.

Comentário feito a partir do artigo intitulado professor x amor do jornal Palhocense.